Quem Pode Fazer tDCS para Dor Crónica
O candidato ideal é alguém com dor crónica de componente central — fibromialgia, dor lombar sem causa estrutural ativa, dor neuropática crónica. A avaliação inicial é gratuita e esclarece cada caso.
O candidato ideal para tDCS na dor crónica
O perfil de candidato com maior probabilidade de resposta ao tDCS para dor crónica inclui:
- Fibromialgia — o melhor candidato. Dois RCTs, NNT 3-4, evidência Grade B. Fibromialgia é essencialmente uma doença de sensibilização central — o mecanismo exato do tDCS.
- Dor lombar crónica sem causa estrutural ativa — lombalgia crónica onde a componente central é dominante, sem hérnia discal ativa com compressão radicular.
- Dor neuropática crónica — neuropatia periférica crónica (ex: neuropatia diabética), dor central pós-AVC.
- Dor crónica com comorbilidade depressiva — o protocolo pode ser personalizado para beneficiar ambas as condições simultaneamente.
- Quem não tolera ou quer reduzir analgésicos — especialmente em casos de dependência de opioides ou efeitos secundários inaceitáveis de gabapentinoides.
- Quem procura abordagem complementar — tDCS como complemento a fisioterapia, psicoterapia ou medicação.
Candidatos com evidência menos clara
As seguintes situações requerem avaliação mais cuidadosa e têm menor probabilidade de resposta:
- Dor aguda — o tDCS é um tratamento para dor crónica (duração superior a 3 meses). Para dor aguda, existem opções mais adequadas.
- Dor com causa estrutural ativa não tratada — quando existe uma causa anatómica clara e tratável (hérnia com compressão ativa, estenose espinal significativa), essa causa deve ser abordada primeiro.
- Dor puramente nociceptiva e inflamatória — artrite em fase aguda, infeção ativa, traumatismo recente. O tratamento da causa subjacente é prioritário.
Processo de avaliação na Sereen
A avaliação clínica inicial da Sereen é gratuita e inclui:
- Anamnese detalhada da dor — história clínica completa: tipo de dor, localização, duração, fatores agravantes e atenuantes, impacto funcional e qualidade de vida.
- Escalas de dor padronizadas — NRS (Numeric Rating Scale), VAS (Visual Analogue Scale) e BPI (Brief Pain Inventory) para caracterização quantitativa da dor.
- Avaliação de comorbilidades — depressão e ansiedade são frequentemente comórbidas com dor crónica e influenciam o protocolo.
- Revisão de medicação atual — lista completa de analgésicos, para avaliar interações e definir objetivos de redução.
- Rastreio de contraindicações — implantes, história neurológica, situação cardiovascular.
Posso fazer tDCS com medicação para a dor?
Na grande maioria dos casos, a medicação para a dor não é contraindicação ao tDCS:
- Anti-inflamatórios (AINE) — sem interação conhecida com tDCS.
- Paracetamol — sem interação conhecida.
- Gabapentina/pregabalina — sem contraindicação específica; podem ser continuados durante o protocolo.
- Opioides — requerem supervisão mais cuidadosa. Opioides em doses altas podem reduzir a neuroplasticidade. O objetivo é frequentemente reduzir gradualmente os opioides ao longo do protocolo.
- Antidepressivos como analgésicos (duloxetina, amitriptilina) — sem contraindicação; podem ser complementares ao tDCS.
Doentes com fibromialgia são os candidatos com melhor evidência de benefício. Se tem fibromialgia e procura uma alternativa não-farmacológica ou complementar à medicação, o tDCS é uma opção que vale definitivamente a pena discutir com o clínico responsável da Sereen.
Perguntas frequentes sobre elegibilidade
Sim, fibromialgia é a condição de dor crónica com melhor evidência para tDCS (Grade B, guidelines europeias Lefaucheur 2017). A fibromialgia é essencialmente uma doença de sensibilização central — o mecanismo exato sobre o qual o tDCS atua. A avaliação clínica inicial confirma elegibilidade e define o protocolo.
Depende do resultado cirúrgico. Se a cirurgia não resolveu completamente a dor e existe componente central residual (sensibilização central após cirurgia), o tDCS pode ser considerado. Se a dor pós-cirúrgica tem causa estrutural ativa não tratada, esta deve ser avaliada primeiro.
O protocolo da Sereen é para adultos com 18 anos ou mais. Os estudos de referência para tDCS e dor crónica foram realizados em adultos. Para adolescentes com dor crónica, a avaliação é diferente e requer consulta pediátrica especializada.
Sim, e pode ser particularmente benéfico. Dor crónica e depressão têm elevada comorbilidade — frequentemente reforçam-se mutuamente. O protocolo de tDCS pode ser adaptado para beneficiar ambas as condições (estimulação M1 para dor + DLPFC para humor). A avaliação clínica define o melhor protocolo.
Sim. A duração da dor crónica não é critério de exclusão. Na verdade, dor de muito longa duração frequentemente tem forte componente de sensibilização central consolidada — o mecanismo sobre o qual o tDCS atua. A resposta pode ser mais gradual, mas não está excluída pela duração.
A avaliação inicial inclui: história clínica detalhada da dor (tipo, localização, duração, fatores agravantes), aplicação de escalas de dor padronizadas (NRS, BPI), revisão de medicação atual e tratamentos anteriores, avaliação de comorbilidades (depressão, insónia) e rastreio de contraindicações. Com base nisto, o clínico responsável define se o tDCS é indicado e qual o protocolo mais adequado.
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